O Arquivo Histórico Nacional (A.H.N.)  foi criado em 1988, por Decreto nº 123/88, de 31 de dezembro, com a missão principal de recolher, organizar, conservar e divulgar o património arquivístico nacional. Nos anos 90, o AHN foi equiparado a Direção de Serviço de Arquivo, através da Portaria nº 51/92 de 7 de setembro. O Decreto-Regulamentar nº 07/2003 de 13 de outubro aprova os estatutos do Instituto do Arquivo Histórico Nacional, que viu o seu Plano de Cargos, Careiras e Salários (PCCS) aprovado pela Portaria nº 25/2003 de 27 de outubro. Em 2014, foi aprovado também os estatutos do Arquivo Nacional de Cabo Verde (A.N.C.V), em Decreto-Regulamentar nº 25/2014 de 27 de junho, e por último o Decreto-Lei nº 18/2020 – Reestrutura o Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV) que passa a ser Instituto do Arquivo Nacional de Cabo Verde (IANCV.

De informar que os serviços de Arquivo em Cabo Verde foram sempre instalados no emblemático edifício antigo da Alfândega da Praia e compreende três grandes domínios, a saber: Arquivo (Salas de Tratamento, Conservação e Restauro e Expurgo), Biblioteca (estrutura que trata todos os periódicos, livros, monografias e brochuras, da instituição e sala de pesquisa) e Museu de Documentos Especiais, criado em 1991, e que conserva o acervo relacionados com a filatelia, cartografia, numismática, notafilia.

Possui   autonomia administrativa, financeira e patrimonial e é composto por três órgãos: o Conselho Diretivo, o Conselho Técnico Cientifico e o Fiscal Único.

Estes três sectores estão interligados e fazem parte do organigrama do IANCV: Direção de Serviços Técnicos; Direção de Pesquisa e Comunicação Documental e Direção de Administração e Financeiro.

O ANCV é responsável pela salvaguarda do património arquivístico de Cabo Verde, conserva os fundos documentais de grande interesse para o Estado, não obstante, a existência de documentos antigos e valiosos de diversas instituições que fizeram parte da administração colonial cabo-verdiana. Sendo certo, que muito se encontrem nos arquivos portugueses e/ou nos de outros países.

Estes arquivos ocupam aproximadamente 6.000 metros lineares de prateleiras e são constituídos por livros de registos e documentos avulsos produzidos, essencialmente pelos Serviços da Administração Central, Câmaras Municipais, Igrejas, Registos e Notariados e pelos Tribunais, bem como um valioso acervo da Biblioteca de Apoio à Sala de Leitura António Carreira (com mais de 10 mil títulos de obras nacionais e estrangeiras, periódicos incluindo revistas e jornais de Cabo Verde) e espólio documental iconográfico, filatélico, numismático e cartográfico que corporiza o Museu de Documentos Especiais (MDE).

Trata-se de um conjunto diversificado de fundos que permite conhecer as atividades, o funcionamento e a estrutura dos diversos órgãos, desde o período colonial até à independência nacional.

Abarcam assuntos como: política, religião, finanças, educação, emigração, saúde, justiça, nas diferentes perspetivas. Estes arquivos têm sido objeto de investigação, quer por nacionais, quer por estrangeiros.